segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pelo mesmo medo


E aqui juntas estamos, mais um vez, talvez sentindo as mesmas coisas e talvez sofrendo juntas, pela mesma coisa, pelo mesmo medo. Sentindo talvez uma dor, uma insegurança, querendo sentir algo a mais, mas com medo de que algo dê errado, de que talvez nem venha a acontecer, de que nossos sentimentos sejam expostos em vão. Com medo de se expor pro mundo e talvez não ser reconhecido. Medo de que tudo aquilo que nos protegemos até hoje venha nos machucar. Talvez nem seja medo, talvez seja proteção, ânsia de ser feliz agora, porque a muito tempo não sabia o que era felicidade. Medo de algo novo, medo do desconhecido. Medo de que tudo o que "guardamos" para nós mesmo, todo esse medo que há em nós, possa nos machucar, possa nos fazer sentir a dor que a algum tempo atrás sentimos. Medo de que as pessoas que mais pensamos, possa nos fazer sentir essa dor, essa grande dor. É um simples medo, mas que mesmo assim machuca, que pode acabar com tudo em apenas um segundo.Uma simples palavra, um simples gesto ou até mesmo um simples olhar. Uma noite inesquecível em que estamos juntos felizes e depois a falta da presença de alguém que precisamos muito. Um amor ou uma paixão. Quem sabe o impossível não aconteça ?
Ou seja só mais um medo, esse medo que talvez possa acabar com tudo, com uma palavra dita, um gesto na hora errada, um lugar errado. Medo de que isso seja apenas um teste, uma forma de acabar com a solidão, que talvez permanecerá por muito tempo, por causa desse medo absurdo de amar novamente, de sentir talvez que ninguém será capaz de nos fazer feliz, de que todo mundo vai nos machucar. E que a solidão vai voltar, e que talvez não ir embora mais. Tudo o que ocorre dentro de nós, que apenas nós sabemos, isso tudo só irá nos deixar mais frias, intolerantes. Uma coisa que só nós sabemos como lidar, ou talvez nem isso. Acho que só precisamos nos sentir amadas e, assim, poder amar.
                                Letícia Marinho e Emily Cohen

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