quinta-feira, 8 de março de 2012

A Lua e Eu.



Numa constante nostalgia, me pego a olhar a lua e imaginar como seria se você estivesse comigo.  Num momento de solidão, que me vejo sozinha, sem ninguém perto. Alias, existe sim... Muitas pessoas, mas nenhuma me fazendo companhia para que eu possa sentir aquele calor humano que me acolhe ou me protege. Apenas a luz da lua que me ilumina e num pequeno papel um esboço de uma realidade que me assusta, que me deixa com medo de enxergar a real maneira que a vida se mostra, batendo em minha porta; que é uma mistura de tristeza e de felicidade, agonia e conforto. Esse vento gelado que sinto aflorar em minha pele, que me faz arrepiar constantemente, sinto levemente minha pele ficar tremula por causa do frio e me sinto como se fosse à lua. Vejo-a tão sozinha, solitária, fria... Esquecida. E logo penso que sou como ela. Uma coisa tão bela, mas tão sozinha... Torcendo para que um abraço possa acolhe-lha, e fazê-la pegar num leve sono, naquele conforto que é o abraço daquela pessoa que a tanto lhe custou o amor. Ali mesmo, diante da lua, declarando seu amor silenciosamente, para si mesmo. Da onde existe uma explosão de sentimentos e contratempos. Que a faz numa confusão, uma confusão sem fim. Onde ela se perde, num mundo que é só dela. E ali sozinha, sentindo frio ela permanece até cair no sono, onde que só assim ela consegue dormir. Ela e lua... Duas almas que por algum propósito permanecem sempre juntas. 

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