sábado, 11 de agosto de 2012

Casinha de Inverno



E naquele dia frio, procurávamos um lugar aconchegante, como nos filmes... Uma casinha de madeira com uma lareira que nos aquecia, além de nossos corpos já estarem quentes, pela nossa proximidade, nosso calor humano. Brincadeiras e sorrisos bobos ao nos pegar olhando um no olho do outro. Carinhos e mimos. Aonde imaginava um mundo perfeito, com apenas eu e você ali. Não algo a mais, mas sim algo que completasse, tanto eu como você. Na casinha aonde assistiríamos filme enrolados numa coberta pequena, encolhidos, bem próximos. Deitada no seu ombro sorria sozinha por ver aquela imagem de nós juntos, ali parados, aonde dava apenas para ouvir a respiração dos dois, momentos pequenos, mas que todos os detalhes ficavam guardados na minha mente, que hoje ficaria como uma bela lembrança de como fomos. Brincávamos de pega-pega, correndo pela casa um atrás do outro e quando um pegava o outro, sentia aquele frio na barriga, a respiração ficava ofegante em apenas saber que estaria a milímetros de você, que poderia ficar observando-a a todo tempo, que se ela sorrisse você sorriria também. Sentia-se preso quando ia dizer algo, e mesmo quando conseguiu soltar poucas palavras, as palavras ficaram embargadas e tremidas e logo vinha à vergonha, mas ele sabia como tirar toda essa vergonha, aquele jeito dele, que só ele sabe me fazer sentir melhor... Aquele abraço... Ah! O abraço, aquele abraço me faz perder desse mundo e me sentir protegida e sentido como se nada de mal pudesse me fazer, mesmo sabendo que o único mal que existia ali era você, o erro que eu insisto em errar, porque você o único erro que me faz bem. Queria poder lhe dizer tudo isso e muito mais, só que não vejo vantagens a ambos sobre isso ou apenas não quero enxergar. O tempo dirá o que será melhor de nós.

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