sexta-feira, 8 de março de 2013

Castelo de cartas


São cinco da manha, eu acabo de acordar de um sonho embaraçoso, tudo por conta dos meus pensamentos embolados e mal embaralhados.

No nosso baralho somos as duas cartas mais valiosas que tem! Um jogo jogado por nós!

E o jogo está apenas começando, ainda estamos tirando da caixinha todas as cartas. Somos o baralho, que a cada carta é um pedaço de nós, cada carta é uma história a se contar, é um pedaço de vida, um pedaço da nossa vida que se junta ao ser descartada do baralho - vale lembrar que as cartas descartadas, elas sempre voltam para o monte de baralho para que assim, dure o tempo necessário para que seja algo inesquecível – se junta, para que eu e você possamos viver a história que merecemos: o começo, o meio e o fim que nós mesmos iremos colocar no nosso futuro, naquela batalha cravada aonde há apenas eu e você jogando.

Aonde tudo é e depende de nós mesmos.

Não irei escrever sobre sua perda, sobre como será, como seria ou como deve ser, pois o jogo mal começou e já estamos pensando nisso? Não, não é assim que a banda toca. Não é assim que se começa um jogo, ou pra você é? Começa o jogo já descartando as cartas novas e boas, cartas de história e momentos que podem surgir pelo nosso longo caminho trilhado por mim, por nós? Não pode ser assim.
Temos que tirar isso da cabeça e continuar seguindo nosso caminho, de mãos dadas, apenas eu e você e nada mais importa.

Você pega três cartas e retira uma e coloca sobre a mesa, logo vemos sobre o que se trata, um pedaço mais ou menos assim:

 “Um vinho, dois.
Vinho de você, poesia de mim,
Enquanto me ensina a decifrar frases feitas, sem sentido,
Ensino-te a dançar como o mar.
E no silêncio daquilo, nadamos infinito mar,
no mar do amor pirata.” 

Um pequeno pedaço de uma grande história, que está apenas a começar, vamos viver  tudo, no nosso tempo, no tempo do nosso jogo... Devagarzinho, sem pressa de acabar e sem pressa de viver; calmo, aconchegante! Nada de sucumbir momentos. Vamos resistir, viver, sustentar, suportar, suster, escapar, subsistir, enfrentar, acarar, defrontar, animar, nascer, durar, manter, romper, aguentar, escorar, sofrer, residir, morar, habitar, existir, viver, manar, eclodir, perdurar, brotar, enfim, encontrei 53 formas de antônimo de sucumbir para apenas dizer: vamos seguir em frente, sem medo do que somos, não tentar ser “eu e você” e sim “nós”, sem pensar em perder e nem sucumbir nada.

E assim continua...

Uma dose de vinho, um pouco de dança,
amor
e mais uma carta na mesa!

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