terça-feira, 2 de abril de 2013

Carnaval.


Luzes, músicas, risos, brilho, danças...
Esse era nosso carnaval, pura alquimia.
Nosso carnaval era coberto de fantasia e embalado por tremendos desejos guardados apenas para nós mesmos. Bebíamos para que pudéssemos nos soltar, soltar aquela timidez que nos prendia de dançar e tirar aquela vergonha. Era o único modo, para alguns... E além de tudo, bebíamos para esquecer, esquecer pessoas e momentos passados.
E quem diria no meio daquela multidão de pessoas, meu olhar se cruzou com o seu e dentro de mim eu me perdia, me perdia tentando imaginar o que se passava dentro de você, foi o melhor momento daquela noite, de todas as noites!
Era algo engraçado porque a partir daquele momento que você passou por mim e me olhou no fundo dos olhos, e me vi em você e tenho certeza absoluta que você se viu em mim! Foi contagiante! Até senti que já tinha passado por aquilo, aqueles momentos clichês que você cria na sua cabeça. Como aquela cena clichê que tem em todos os filmes românticos, que eles esbarram e derrubam os livros e os dois se abaixam juntos parar pegar, ele segura “sem querer” na mão dela e se olham no fundo dos olhos e logo se apaixonam.
E depois de tudo aquilo, eles viviam momentos lindos e felizes, sem defeitos, sem contradições...




Só que não é assim, a nossa história é totalmente o contrário disso.  

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